TRATAMENTO DA PRÓSTATA   E   INCONTINÊNCIA

16/11/2019

É muito importante que os homens cuidem da saúde, não apenas no que tange o rastreamento do câncer de próstata, mas também outras doenças que acometem a próstata como a Hiperplasia Benígna (crescimento da próstata), que atinge cerca de 50% dos homens acima de 50 anos dificultando a miccção, e a prostatite que é a inflamação da glândula.

O homem deve ter uma atenção a sua saúde no geral, diferentemente da mulheres, a maioria dos homens não tem o hábito de realizar um check-up que é essencial para detecção precoce de diversas doenças, deveriam procurar o médico urologista para avaliação como forma de prevenção desde o início da puberdade, não esperar ter algum sintoma para buscar ajuda.

Segundo recomendações da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) para rastreamento do câncer de próstata, a avaliação do risco deve iniciar aos 50 anos, mas para os indivíduos de raça negra, obesos mórbidos ou com parentes de primeiro grau com câncer de próstata deve começar um pouco antes aos 45 anos.

A próstata é uma glândula localizada na pelve masculina abaixo da bexiga, a frente do reto, envolve a porção inicial da uretra (uretra prostática), pesa aproximadamente 20gr e tem formato que se assemelha a uma noz. A próstata produz um fluído que nutre e protege os espermatozóides, e que faz parte da constituição do sêmem.

De acordo com o Instituto Nacional do Câncer, o câncer de próstata é o segundo mais comum entre os homens, é considerado um câncer da terceira idade, visto que 75% dos casos no mundo ocorrem a partir dos 65 anos. No Brasil o aumento da incidência se justifica pela evolução nos métodos de diagnóstico, disseminação da informação e também pelo aumento na expectativa de vida. Alguns tumores crescem de forma rápida e espalham-se para outros órgãos, podendo levar à morte, mas na maior parte dos casos a evolução do tumor de próstata é lenta e pode levar anos para atingir 1 cm³ , não chegando a dar sinais durante a vida e nem a ameaçar a saúde do homem.

Fatores de risco:

- Idade - a incidência e a mortalidade aumentam significativamente após os 50 anos

- História familiar - pai ou irmão com câncer de próstata antes dos 60 anos - fatores genéticos, hábitos alimentares ou estilo de vida de risco de algumas famílias

- Obesidade

- Exposição a produtos químicos

Sinais e sintomas:

O câncer de próstata tem evolução silenciosa e muitos pacientes não apresentam nenhum sintoma. Quando percebem algo normalmente queixam-se de dificuldade para urinar, jato urinário fino e aumento das idas ao banheiro durante o dia ou à noite, e em uma fase mais avançada o paciente pode sentir dor óssea, apresentar infecção genetralizada ou insuficiência renal.

Rastreamento:

A detecção do tumor na fase inicial aumenta a chance de tratamento.

Pode ser detectado através da combinação dos exames:

- Dosagem de PSA: exame de sangue que avalia a quantidade do antígeno prostático específico

- Toque retal: permite ao médico palpar a próstata e perceber se há nódulos ou tecido endurecido. Apesar de grande parte dos homens terem resistência a esse tipo de exame o toque é rápido e indolor.

Alguns pacientes são resistentes a se submeter ao toque retal e por isso querem fazer apenas a dosagem do PSA, mas existem casos em que o mesmo com nível normal de PSA pode haver um tumor maligno, por isso esse exame não pode ser a única forma de diagnóstico.

Em alguns casos também podem ser necessários exames complementares como a tomografia computadorizada, ressonância magnética e cintilografia óssea (para verificar se os ossos foram atingidos).

A biópsia é feita para confirmar o câncer, são retirados fragmentos da glândula prostática e enviados para análise laboratorial.

Prevenção:

- Manter uma alimentação saudável.

- Manter o peso corporal adequado.

- Praticar atividade física

- Não fumar.

- Evitar o consumo de bebidas alcoólicas.

Tratamento:

Quando a doença só atingiu a próstata e não se espalhou para outros órgãos as opções são à cirurgia, radioterapia ou e até mesmo a observação vigilante em algumas situações especiais.

Para doença localmente avançada, a radioterapia ou cirurgia em combinação com tratamento hormonal têm sido utilizados.

Para doença metastática (quando o tumor já se espalhou para outras partes do corpo), o tratamento mais indicado é a terapia hormonal.

A escolha do tratamento mais adequado é definida caso a caso, uma decisão compartilhada pelo médico e paciente após discutirem os riscos e benefícios de cada um dos procedimentos em cada situação.

A incontinência urinária após o tratamento da próstata apesar de ser uma condição esperada como consequência das intervenções que são feitas no tratamento da próstata, ela causa sofrimento ao paciente e prejudica muito sua qualidade de vida.

Após a prostatectomia radical o paciente pode apresentar sequelas transitórias ou definitivas. Além da incontinência e urgência para urinar, também pode queixar-se de disfunção erétil e dor pélvica.

A recomendação é que os pacientes que se submetem a prostatectomia radical, radioterapia ou após o tratamento da hiperplasia prostática benigna sejam orientados sobre o risco de incontinência urinária aos esforços, incontinência de urgência, incontinência durante a excitação sexual e a climactúria (perda urinária durante o orgasmo).

Para prevenção para incontinência, a depender da condição clínica do paciente, pode-se realizado o treinamento da musculatura do assoalho pélvico antes da intervenção.

O tratamento da incontinência inclui a fisioterapia, medicamentos e cirurgia, que deve ser oferecida ao paciente após 1 ano, na falha do tratamento conservador.

A fisioterapia pélvica é recomendada como tratamento de 1ª. escolha, devendo ser iniciada logo no pós operatório imediato no intuito de acelerar a recuperação do paciente, minimizar essas sequelas ou aliviar a dor, permitindo que que o indivíduo após a cura do cancer tenha sua qualidade de vida restabelecida.

Fontes: INCA, SBU, AUA, Ministério da Saúde.

Viviane Ferraz Monteiro - Doctoralia.com.br
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