INCONTINÊNCIA  ANAL

06/10/2019

A Incontinência Anal caracteriza-se pela incapacidade de manter o controle fisiológico do conteúdo intestinal, ocorrendo à perda involuntária de fezes sólidas, pastosas, líquidas ou gases.

A incontinência afeta aproximadamente 7% a 15% da população adulta, sua prevalência é maior nas mulheres caucasianas, hiserectomizadas, que tiveram partos instrumentalizados. Essa prevalência aumenta com a idade com o enfraquecimento dos músculos do assoalho pélvico. 

Para que a defecação ocorra no momento e local apropriados deve existir um equilíbrio entre a ação dos músculos do assoalho pélvico e o sistema nervoso. Mas não é só isso, o mecanismo de continência é complexo, depende também de outros fatores: Estruturas anatômicas preservadas, controle neurológico, reflexo inibitório retal-anal presente, peristaltismo e tempo de trânsito intestinal adequados, sensibilidade e capacidade de armazenamento retal, formação de fezes consistentes, pressão de fechamento anal, angulação ano-retal e a contração reflexa do assoalho pélvico aos esforços.

Fatores de Risco: 

- Idade

- Sexo feminino

- Excesso de peso

- Constipação crônica

- Lesão esfincteriana (obstétrica ou não)

- Fezes amolecidas

- Doenças como esclerose múltipla, AVC, TCE, TRM, alzheimer, demências, diabetes melitus

- Doenças inflamatórias intestinais como a colite ulcerativa e a doença de Crohn- Cirurgias como a ressecção do colon e do reto, lesão do esfíncter interno, prostatectomia radical, hemorroidectomia

- Radioterapia

- Medicamentos 

- Prática de sexo anal, etc. 

O tratamento deve ser multidisciplinar visto a complexidade dos mecanismos que envolvem a continência. Além do tratamento medicamentoso é importante que o paciente tenha orientações quanto a alterações no estilo de vida, acompanhamento nutricional, suporte psicológico e faça fisioterapia.

O tratamento fisioterapêutico tem como objetivo a propriocepção - consciência dos músculos do assoalho pélvico, coordenação controle do esfíncter anal externo e do reflexo contração perineal ao esforço, normalização do tônus e melhora da força e resistência muscular, mobilidade tecidual, normalização da sensibilidade anorretal, e melhora da motilidade intestinal.

A fisioterapia utiliza diferentes técnicas terapêuticas, incluindo o treinamento muscular do assoalho pélvico (TMAP),o biofeedback, a eletroestimulação, neuromodulação, gameterapia, entre outros recursos.

A incontinência é uma questão social e de higiene, ela pode ser muito constrangedora, tem impacto significativo na qualidade de vida quando trata-se de uma incontinência moderada a grave, podendo levar o paciente ao isolamento social e profissional e também a desenvolver quadros depressivos. Boa parte dos casos pode ser evitada se houver um trabalho de PREVENÇÃO para manutenção da saúde dos músculos do assoalho pélvico.

Garanta uma boa qualidade de vida, faça fisioterapia!


Viviane Ferraz Monteiro - Doctoralia.com.br
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