CONSTIPAÇÃO INTESTINAL

30/07/2020


Já ouviu falar no termo ENFEZADO? Significa irritado, aborrecido, ACOMETIDO DE FEZES 


Distensão abdominal, flatulência, dor, empachamento, sensação e peso no reto, e  irritabilidade são alguns sinais de que o intestino não está funcionando bem.


A constipação intestinal afeta cerca de 15% da população adulta, mas pode atingir todas as faixas etárias, é o 6º. sintoma gastrointestinal mais comum, sua prevalência é maior em mulheres e pacientes instituicionalizados.


Por consenso define-se constipação intestinal a disfunção caracterizada pela dificuldade de evacuar, onde o número de evacuações é reduzido (menos de 03 episódios por semana) e o esvaziamento é incompleto.


Para caracterizar constipação o paciente deve referir a presença de pelo menos 02 desses sintomas há 6 meses em 25% das evacuações:

- Dor ou Esforço para evacuar

- Fezes endurecidas

- Necessidade de usar laxativos

- Sensação de esvaziamento incompleto

- Sensação de Bloqueio/obstrução anorretal

- Necessidade de auxílio manual para evacuar


A constipação não está relacionada apenas à alimentação inadequada como muitos acreditam, veja abaixo os fatores etiológicos envolvidos na constipação intestinal:

Dieta - bolo alimentar ou quantidade de fibras insuficiente na dieta,  e ingestão inadequada de líquidos 

- Alteração dos Hábitos Intestinais - Negligencia ao reflexo de defecação postergando a evacuação, e uso excessivo de laxantes ou enemas

- Imobilidade prolongada ou sedentarismo (falta de atividade física)

Fatores Ambientais - Incapacidade de utilizar o sanitário sem assistência, ambiente não-familiar ou pressa na defecação, desidratação, mudança nos habitos evacuatórios passando a usar fraldas ou "comadre", falta de privacidade

Medicações - Analgésicos, opióides, quimioterápicos, anticolinérgicos

Distúrbios neurológicos, endócrinos e metabólicos - Hipotireoidismo, diabetes, desidratação,  desnutrição, hipercalcemia, hipocalcemia, hiponatremia, lesões nervosas 

- Fatores psicológicos - traumas de infância, abuso sexual, depressão, estresse

- Problemas Intestinais - Anormalidades anatômicas, disbiose, síndrome do intestino irritável, diverticulite, cancer,  estenose actínica, estenose cicatricial, inércia colônica (trânsito intestinal lento sem causa definida), redução da sensibilidade retal

- Distúrbios do esvaziamento do reto - anismo (síndrome da contração paradoxal do puborretal), descencio perineal, incoordenação ou fraqueza dos músculos envolvidos na evacuação

- Inabilidade para aumentar a pressão intra-abdominal - qualquer comprometimento do diafragma ou músculos abdominais 


A constipação intestinal também pode acarretar ou acentuar as complicações abaixo:

- Hemorróideas

- Fissura anal

- Prolapsos (retocele)

- Incontinência fecal por transbordamento

- Incontinência anal devido à danos aos nervos e ao esfíncter por esforço evacuatório freqüente, etc.


Além das complicações acima citadas não podemos deixar de falar sobre o uso de laxantes pelos pacientes que sofrem de constipação, pois também é preocupante. Essas substâncias com o passar do tempo e uso freqüente comprometem o plexo mioentérico e modificam a mucosa intestinal. Devemos alertar para dependência que esses laxativos causam, dificultando cada vez mais o funcionamento intestinal e a evacuação, além de aumentar o risco de desenvolver um carcinoma de cólon.


O Diagnóstico é feito através da exclusão de doenças orgânicas, intestinais, ou sistêmicas e da investigação de um "distúrbio funcional". Alguns exames como tempo de trânsito colônico, videodefecografia, e manometria anorretal são fortes aliados no diagnóstico de pacientes com constipação idiopática, pois com esses exames é possível diferenciar a inércia colônica, do distúrbio difuso de motilidade, e da obstrução funcional distal.


Para tratamento da constipação intestinal e de suas complicações a fisioterapia conta com diversos recursos como: eletroterapia, biofeedback eletromiográfico, balonete, treino evacuatório, terapia comportamental, laserterapia, radiofreqüência, treino dos músculos do assoalho pélvico e abdominais, ginástica abdominal hipopressiva, terapias manuais, miofasciais, etc. Através da avaliação o fisioterapêuta irá verificar o tipo de disfunção e assim eleger os recursos aplicáveis a cada caso.


A fisioterapia irá atuar na normalização da sensibilidade retal, no alívio da dor, na ativação do peristaltismo, na neuromodulação, na normalização do tônus muscular de repouso, e da força do assoalho pélvico, promover o relaxamento esfincteriano adequado, melhorar o susporte e sustentação dos órgãos pélvicos, realizar treino de coordenação e controle muscular abdomino-pélvico para a evacuação, atuar nas alterações miofascias, auxiliar na cicatrização e na mehora do fluxo sanguíneo local. 


A fisioterapia pélvica tem o objetivo de melhorar a funcionalidade e devolver a qualidade de vida do paciente!  


Observe as imagens abaixo. Para ter uma idéria do seu grau de constipação responda as questões a seguir e tente identificar seu tipo de fezes.

Fonte: Consenso Brasileiro de Constipação Intestinal, Revista Brasileira de Cuidados Paliativos 2009  

Viviane Ferraz Monteiro - Doctoralia.com.br
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